

A rotina de atendimento da Santa Casa de Poços de Caldas vai muito além da assistência aos pacientes. Os corredores, as enfermarias, os centros cirúrgicos e as unidades de terapia intensiva também são palco de um processo essencial para o futuro da saúde de Poços e região: a formação de novos médicos.
Um exemplo dessa trajetória é a acadêmica Maria Fernanda Menezes, aluna do último ano do curso de Medicina da PUC Minas – Campus Poços de Caldas. Durante os seis anos de graduação, ela vivenciou de perto o dia a dia do Hospital e hoje reconhece o quanto essa experiência foi fundamental para sua formação.
“O Hospital Santa Casa sempre foi um cenário muito relevante na minha formação médica. Agora estou no final dessa trajetória, mas o Hospital esteve presente desde o início da graduação. Eu tive grandes oportunidades ali dentro de consolidar meu conhecimento teórico na prática, porque o Hospital sempre deu abertura para a PUC Minas, para os estudantes, para que a gente tivesse um contato direto com as áreas de atuação, com as especialidades médicas e com toda a equipe hospitalar”, destaca.

O médico responsável pelo programa de estágios da Santa Casa, Dr. Antonio Angelo Rocha
Maria Fernanda passou por estágios extracurriculares na Urgência e Emergência, na UTI e no Centro Cirúrgico. Agora, no último ano de graduação, ela vive a experiência do internato, uma verdadeira imersão hospitalar. “É uma experiência de imersão hospitalar mesmo, então fica muito mais evidente o nosso papel ali dentro. Nós conseguimos atender a população, realizar procedimentos e nos posicionar ativamente nesse lugar de médicos. Isso é muito relevante porque saímos muito bem formados, muito bem estruturados da nossa graduação, seguros quanto às condutas, porque já passamos por diversas situações dentro do Hospital”, afirma.
Para a estudante, a presença dos acadêmicos beneficia tanto os futuros médicos quanto os pacientes. “Enquanto o estudante aprimora a sua formação dentro do ambiente hospitalar, o paciente que chega ali para ser atendido recebe um cuidado ainda mais atento e detalhado, porque tem várias pessoas que o examinam e discutem o caso. A Santa Casa se consolida como espaço estratégico na cidade para o avanço tanto da educação médica quanto da qualidade assistencial oferecida à população”, avalia.
Estrutura hospitalar de alta complexidade contribui para a formação médica
O médico responsável pelo programa de estágios da Santa Casa, Dr. Antonio Angelo Rocha, reforça que a parceria com a PUC Minas é essencial para a formação dos futuros profissionais da saúde. Segundo ele, o Hospital cumpre um papel fundamental ao oferecer aos alunos a vivência prática em um ambiente de alta complexidade.
“Os alunos frequentam o Hospital, fazem estágios. A maioria está nos 5º e 6º anos, no chamado internato. Temos internato na Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Clínica Médica, UTI, Urgência/Emergência e Ortopedia. Como a Santa Casa é um hospital terciário de alta complexidade, os alunos vivenciam os principais casos da medicina de alta complexidade, o que é muito bom para a formação deles”, explica.
O Dr. Antonio Angelo também destaca a importância da estrutura de preceptoria oferecida aos estudantes. “Todos esses treinamentos acontecem sempre com um professor ou preceptor contratado pela PUC Minas. O aluno nunca faz um procedimento sozinho, sempre tem um professor para orientar. O aprendizado é muito grande e isso é muito importante para o curso de Medicina.”
Além do impacto na formação dos estudantes, a presença dos acadêmicos também traz benefícios diretos à Santa Casa. “A Universidade oferece contrapartidas financeiras ao Hospital, além de equipamentos e medicamentos. Isso melhora a assistência, porque a aquisição de equipamentos melhora o atendimento à população. É uma parceria que é boa para todos e quem ganha no final é a população”, afirma.

O superintendente da Santa Casa, Dr. Renan Vicente Starling Braga
Uma parceria que fortalece a assistência e a educação em saúde
O superintendente da Santa Casa, Dr. Renan Vicente Starling Braga, reforça que a presença dos estudantes é um dos fatores que tornam o Hospital uma instituição cada vez mais acadêmica e atualizada. “Os alunos trazem essa vocação da Santa Casa como hospital-escola. Isso obriga a instituição a estar sempre atualizada nos tratamentos e no cuidado ao paciente. Cada estudante tem seu preceptor e isso melhora a qualidade do atendimento.”
Segundo o Dr. Renan, essa integração entre assistência e ensino tem um impacto positivo também na rede pública de saúde de Poços de Caldas como um todo. “Esses estudantes estarão conosco futuramente, trabalhando aqui na Santa Casa ou em outras unidades da rede, como a UPA, o Margarita Morales, os postos de saúde. Eles já saem com uma afinidade com todo o sistema de saúde da cidade”, destaca.
O superintendente também ressalta o papel da parceria com a Prefeitura e com a PUC Minas no fortalecimento da educação e da assistência em saúde. “Essa frente educacional de ensino e pesquisa não é só uma necessidade, é uma condição inevitável para o desenvolvimento da saúde. Todos os dias surgem novas informações e tratamentos, e ter alunos dentro da instituição obriga essa atualização constante. A Santa Casa já tem essa vocação de ser um hospital-escola e estamos trabalhando para o credenciamento junto ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação.”
Para estudantes como Maria Fernanda, essa estrutura é um diferencial que marca toda a trajetória acadêmica. “Não tem como eu falar da minha formação médica sem atrelar ao Hospital. Foi ali que consolidei meus conhecimentos, que coloquei em prática tudo o que aprendi. Essa experiência me transformou enquanto estudante e me faz sentir segura para assumir a responsabilidade de ser médica”, conclui.

